Noite de dia 11 de Fevereiro: 1h da matina e a malta sem dormir (joguei um torneio de poker e ganhei, fui para as mesas e perdi, voltei a outro torneio e ganhei, fui para as mesas e perdi outra vez, ou seja, na mesma “komá” lesma)! O PM n se calava e nada de fechar a pestana, não tínhamos mmo sono :S
… a alvorada: 3h30m…
O despertador não atrasou (claro!) e a nossa preocupação de chegar a horas ao aeroporto de Lisboa, não nos deixou desligar o despertador uma só vez.
Tratámos dos nossos meninos, selámos as malas e fomos tomar o pequeno-almoço á “Ti Judite”. Chegámos a casa e o pai e a mãe chegaram logo depois. Lá fomos!
A viagem para Lisboa correu bem, mas longe de imaginarmos o que nos iria acontecer…
Enquanto o pai foi estacionar a carrinha (depois de descarregarmos toda a bagagem), nós e a mãe entrámos no aeroporto (entenda-se, na zona do terminal um) com 2 carrinhos cheios de malas haviadas e procurámos o Terminal dois. Não encontrámos :S Alguém nos disse que para irmos para o terminal dois, teríamos que apanhar um autocarro (imaginem!)… aqui sim, começou todo o stress
Não nos despedimos dos pais e… começou a chover
Chegádos ao terminal dois… centenas de pessoas, enchiam a superfície e alinhavam-se em fila para os procedimentos habituais…”quando é que isto acaba?!”, pensámos nós, mas, para nosso azar, mal tinha começado…fomos ao check in e tivemos que ir logo de seguida buscar o documento comprovativo de pagamento de excesso de bagagem, fomos á zona de bagagens de outro formato entregar quase metade das malas e lá fomos passar ao pé daquela equipa de homens e mulheres (todos aos molhos) que quase nos vêem nús naqueles monitores e maquinetas detectoras de metais…raio-x autêntico… – note-se que nestas 4 estapas, tínhamos centenas de pessoas à nossa frente – nesta altura tudo começa a correr mesmo mal: tirámos os casacos e todos os adereços que usávamos com metais (e acho q sem metais)… sacámos os líquidos para fora (apenas 2 perfumes, os únicos cosméticos que levámos para não perder tempo com coisas que se podiam comprar nos Açores), tirámos os portáteis dos estojos para supervisionarem tudo, fizeram o PM abrir toda a bagagem de mão que levava e tirar tudo para dentro de tabuleiros (fios e mais fios, receptores, transformadores e fios e mais fios), a minha mochila parecia que trazia droga quando o PM ouve o homem que estava ao monitor a dizer “em tantos anos de trabalho no aeroporto, nunca vi nada assim…vê lá aí os bolsos laterais dessa mochila preta”, no fim eram apenas cartões do PM! Enfim…um sem número de cenas que nos fez correr para a “portagem” de saída para o avião!
Chegámos finalmente á grande hora de entrada para o avião, mas… “as entradas para este voo estão encerradas” diz-nos a mulher que representava a nossa última etapa nesta maratona. Não podíamos acreditar no que nos estava a contecer, perdemos o avião
Pois, “E agora?! Agora começa tudo outra vez”…apanha-se o autocarro novamente para o terminal um até recuperarmos as bagagens que não chegaram a seguir (uma vez que ficámos em terra) e processa-se tudo novamente da mesma forma, excepto 2 pormenores: primeiro, não poderíamos fazer nada sem as bagagens e estivémos horas á procura delas; e segundo teríamos que passar pela burocracia toda de mudança de voo (caso o houvesse e não estivesse lotado!). Não sei se estão a perceber bem este filme, mas garanto-vos que foi mau…MUITO MAU! :S
A Sócia e o Sócio que nos aguardavam nos Açores foram incansáveis connosco e trataram de tudo, TU-DO mesmo!
Entre algumas hipóteses que surgiram e que complicaram, ou melhor, atrasaram ainda mais as coisas (mas que não vou descrever, poruqe não é importante), lá arranjámos voo para ás 11h10m (um voo que mais parecia um infantário aéreo, carregado de crianças jogadoras de futebol) e… finalmente lá conseguimos entrar no dito avião! Não rumo a Ponta Delgada, mas sim rumo à Horta.
O receio que já me tinha esquecido que tinha de andar de avião por causa desta situação toda, voltou quando o avião começou a subir…mete respeito e, para mim, vai sempre meter!
Mas é uma aventura fixe! Comemos uma sandes acompanhada com coca-cola e rematámos com um cafézinho e um Grants! Tirei fotos!
Chegámos à Horta e… não tivemos voo para a ilha das Flores
O único voo existente para as Flores estava lotado e ninguém desistiu da viagem…
A Sócia do Sócio, claro está, voltou a intervir “…apanham um taxi e ficam na Pensão Serafim…”
Chegámos finalmente á pensão. Vimos que não tínhamos internet e decidimos ir dar uma volta pela Horta enquanto procurávamos um tasco para comer qualquer coisa e tirávamos fotos.
Comemos umas tostas de comer e chorar por mais no Sport Club, uma casa muito conhecida na Horta e bastante acolhedora!
Fomos aos “chinokas japoneses que não têm pronúncia açoreana” comprar umas coisitas para aliar aos cosméticos que ainda íamos comprar e fomos então ao Modelo!
Voltámos para a pensão, tomámos um banhito quentinho e, de pijaminha vestido e muito quentinha (apesar da ventania que está lá fora!), estou a escrever esta memória para mais tarde recordar e para partilhar convosco no tasco mais conhecido do continente e ilhas, O Cantinho da Dama!
Inté (q eu agora vou fazer companhia ao PM dentro dos cobertores)!
