Out 252010
 

Aos grandes e aos varões sacrificados

Que nesta ocidental praia lusitana

Em tempos quase sempre conturbados

Ajudaram a que passasse a caravana

Contra traidores, gatunos e drogados,

Livrem-nos, por favor, deste sacana.

É o que ardentemente hoje vos peço

E, se o conseguirem, muito agradeço

Nos tempos em que Guterres governava

Vivia-se até melhor que hoje em dia.

E o Sócrates Pinto de Sousa militava

lá nas fileiras da Social-Democracia.

Desse Zé Ninguém não se espr’ava

O vil trafulha em que ele se transformaria.

E venho eu, Camões, da língua o Pai

Explicar-vos com “isto” por cá vai…

Estavas , jovem Zé, muito contente,

Com o teu Diploma já adquirido

Nessa tal Universidade Independente,

Com fraudes e artimanhas conseguido,

Assinando projectitos de outra gente

Pois que, para nada mais foste intruído.

Mas sendo um refinado vigarista,

Logo te inscreves no Partido Socialista.

Com muita lábia, peneiras, arrogância,

Depressa ousou chegar a Deputado,

E mesmo apesar de tanta ignorância

P’ra Secretário de Estado foi chamado.

E nas burlas, trafulhices e jactância,

Em que esteve nesses tempos embrulhado,

Terá sido nesse ambiente assaz sinistro

Que obteve competências p’ra Ministro.

E TU, sábio Cavaco, agora me ensina

Como posso tirar este gajo do poleiro

Pois não passa de uma ave de rapina

Mas já é segunda vez nosso Primeiro.

Mandai-o p’ra bem longe, África ou China

Já que o não podes mandar p’ró Limoeiro.

É que eu estive lá, e aquilo que acho

É que ele só sairá com um Grande Tacho!

Que seja pelos pecados deste Povo,

Teimoso no seu votar sempre às cegas,

P’ra depois implorar p’ra ter de novo

Alguém que seja outro João das Regras

Que o leve sem receios a votar

Num émulo do Oliveira Salazar!

Luis Vesgo de Camões…

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