Abr 012011
 

Quando comprares morangos, verifica sempre a origem.

Se forem espanhóis…. cuida-te das consequências na tua saúde e dos teus.

*Será que os morangos espanhóis cultivados em estufas são comestíveis?*

*A resposta é “NÃO”!*

… Se o único problema destes morangos produzidos em estufas fosse a falta

de sabor, ainda nos poderíamos dar por felizes…

Infelizmente, estes morangos apresentam outros problemas bem mais graves, a

começar pelo facto de o seu cultivo cobrir cerca de seis mil hectares,

dos quais uma grande parte alastra já ilegalmente pelo parque nacional

de Doñana, uma extraordinária reserva de aves migradoras e nidificadoras da

Europa – embora o poder regional a isso feche os olhos.

Para que estes morangos cheguem aos mercados europeus, devem

ser transportados por camião e percorrer milhares de quilómetros. Cerca

de 16.000 camiões fazem os percursos por ano.

A uma média de dez toneladas por veículo, esses morangos valem o seu peso em

CO2 e gases nocivos ao ambiente e ao homem.

Mas os perigos desta agricultura não são só estes.

Sabe o leitor como é que estes morangos espanhóis são cultivados?

O morangueiro é uma planta vivaz que produz durante vários anos. Contudo, os

morangueiros destinados a esta produção em estufa fora da época são

destruídos todos os anos.

Para dar morangos fora de época, as plantas produzidas *in vitro* são

colocadas em frigoríficos no pino do Verão, a fim de simular o Inverno, o

que activa a produção.

No Outono, a terra arenosa é limpa e esterilizada, e a microfauna destruída

por meio de bromometano (brometo de metilo) e de cloropicrina.

O bromometano é um poderoso veneno proibido pelo protocolo de Montreal sobre

os gases nocivos à camada de ozono.

A cloropicrina, composta de cloro e de amoníaco, não é menos perigosa, pois

bloqueia os alvéolos pulmonares.

Os morangueiros são cultivados em terreno coberto por plástico preto e a

irrigação inclui fertilizantes, pesticidas e fungicidas.

Quanto à água de irrigação, provém de furos artesianos – dos quais mais

de metade já foram instalados de modo ilegal.

Tudo isto está a transformar esta parte da Andaluzia numa savana

seca, provocando assim o êxodo das aves migradoras e a extinção dos

últimos linces pardel, pois estes pequenos carnívoros (dos quais somente

uma trintena deve subsistir ainda na região) alimentam-se de

coelhos, animais também em vias de desaparecer.

Por outro lado, para arranjar lugar para os morangueiros, já foram arrasados

pelo menos 2.000 hectares de floresta.

A produção e a exportação destes morangos produzidos em Espanha começa um

pouco antes do fim do Inverno e termina nos princípios do mês de Junho.

Os trabalhadores devem nessa altura voltar às suas casas ou

exilar-se algures em Espanha. Se contraíram doenças por causa dos

produtos nocivos que respiraram, têm o direito de se tratar… à sua

própria custa.

A maior parte dos produtores destes morangos espanhóis utiliza mão-de-obra

marroquina, trabalhadores sazonais ou clandestinos, mal pagos e alojados em

condições precárias. Para se aquecerem à noite durante o Inverno, este

trabalhadores queimam os resíduos dos plásticos que cobrem os morangueiros.

De qualquer modo, todos os anos no fim da época desta cultura, as cinco mil

toneladas de plásticos utilizados serão levadas pelo vento, enterradas de

qualquer maneira e em qualquer sítio, ou queimadas no local…

Não será necessário dizer que nesta região da Andaluzia, onde prospera esta

aberrante agricultura, as doenças pulmonares e de pele estão em

franca progressão.

Quem se preocupa com isso? Ninguém!

Por que razão os meios de comunicação não falam sobre o assunto? Mistérios

do que não é política e economicamente correcto…

Quando a região tiver sido completamente vandalizada e a produção se tiver

tornado demasiado onerosa, os produtores transferirão tudo para Marrocos,

país onde aliás já começaram a instalar-se

Mais tarde, irão provavelmente para a China… A população europeia ainda em

vida encontrar-se-á doente ou no desemprego… mas feliz por comprar

produtos baratos…

Que podemos fazer para combater esta tendência?

Cada um de nós é livre de agir em consciência e com conhecimento de causa:

comprar ou boicotar a compra de qualquer artigo que não seja produzido em

conformidade com as leis da natureza e/ou dos direitos humanos.

Todos podemos escolher fazer um boicote pessoal. E se a maioria dos cidadãos

assim procedesse, os grandes “tubarões” da economia seriam obrigados a mudar

os seus métodos, sob pena de também eles porem em perigo a sua própria

existência.

A escolha está nas mãos de cada cidadão!

 

 

 

 

 

 

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